Sobre 2 anos no Chile (uma reflexão, um desabafo e, mais que nada, um agradecimento enorme à vida <3)

E aí, pessoas? Como anda a vida?

No último mês de abril completei 2 anos de Chile. Isso me fez pensar bastante, principalmente ao me deparar com o seguinte texto, da Larissa Bittar, enquanto navegava pela web haha (cliquem na imagem para abrir o link, tá?).

Isso tudo me levou a postar um textão no meu facebook pessoal, então resolvi compartilhá-lo aqui também :). Na verdade, nem sei pq não fiz isso antes, então tá aí!

(Sim vai ter textão por motivos de “eu quero” hahaha)

Preciso dizer que o “mundo de possibilidades” é pra mim algo inebriante, ainda que às vezes o coração aperte doído, doído.
Anteontem (20/04/2017) completei 2 anos desde minha primeira vinda ao Chile. Eu sabia que a partir daquele dia minha vida mudaria. Só não fazia ideia de quanto. Muita gente veio e se foi, muita coisa aconteceu, muitos projetos e novos sonhos surgiram e tudo isso junto fez (e ainda faz) dessa experiência uma das melhores coisas que já me aconteceram. Houve sim momentos muito difíceis, de vontade de desistir, mas hoje eu só tenho a agradecer por tudo o que a vida me tem proporcionado.
Sou grata pelos tropeços e pelos passos certos, pelos momentos, pelos lugares e por todas as pessoas que passaram ou ficaram na minha vida. E mais que isso, sou grata por tudo que a vida ainda tem guardado pra mim, pois eu sei que nessa estrada ainda tenho muito pra rodar 🙂.
A todo mundo que eu “amo de longe”, agradeço por saber que estão sempre aí. Saudade é algo que não passa, mas a gente lida com ela.
Esse texto caiu hoje como uma luva e ao mesmo tempo uma pancada na minha cabeça haha mas se tem algo que eu aprendi é que a dorzinha e o aperto vão continuar acontecendo eventualmente (talvez pra sempre) mas a vida continua aí, esperando pra ser vivida da melhor e mais intensa forma possível. Cada pôr-do-sol, cada montanha, cada parque, cada esquina com uma plantinha diferente que encontro me fazem quase escutar um grito de “Essa é quem você é! Se joga!”. E bom, acho que tô me jogando. E vou dizer que está sendo ótimo 🙂.

Queria marcar um monte de gente aqui só pra agradecer literalmente por tudo, mas no risco de acabar esquecendo de alguém, só digo uma coisa: SINTAM-SE ABRAÇADAS, PESSOAS MALAVILOSAS <3

“A vida é mar e é porto. É imensidão e quarto aconchegante. É ir embora e regressar, ganhar e perder, somar e renunciar. É o mundo de braços abertos mandando continuar e o bolo quentinho da mãe chamando de volta.”

E era só isso mesmo haha.

Beijos e espero estar de volta em breve 😉

Dicas e inspirações para viajar sozinha/o (aka: #viajosozinha se eu quiser, sim!)

Hoje, em meio a procrastinações na internet, num dia de gripe de gripe daquelas que derrubam a gente, me deparei com a seguinte reportagem da BBC:

#ViajoSozinha: Como a morte de duas turistas argentinas levou a debate sobre assédio

Pra quem não está com paciência para ler esse texto aqui e mais o da BBC, vou dar aquela resumida amiga. Duas jovens argentinas de vinte e pouquinhos anos saíram para fazer um mochilão pela América Latina e foram assassinadas no Equador. Além da fatalidade e do crime por si só, surgiram MUITOS comentários condenando a atitude delas de viajarem sozinhas sendo mulheres, e presumindo que elas, certamente, teriam tido alguma atitude que levou às suas mortes (Sim, o ‘que roupa estavam usando?’, ‘eram muito de ir em festa?’, ‘como assim estavam sozinhas?’ que a gente já está cansada de ouvir. E sim, pessoas – se é que podemos chamar assim – ainda culpam vítimas de assédio, estupro e/ou assassinato pelo próprio assédio, estupro e/ou assassinato que sofrem).

Isso, obviamente (e graças ao bom Deus) levantou um debate sobre ‘até quando vão culpar as mulheres pelo assédio e violência que sofrem?’ e ‘é seguro para uma mulher viajar sozinha?’. Eu não vou ficar aqui debatendo a primeira parte porque, quem me conhece, sabe muito bem o que eu penso, e esse é um assunto que me revolta num nível, que eu sou capaz de escrever um livro só com palavras de baixo calão que, para mim, descrevem muito bem quem tem pensamentos tão machistas como esses.

Assim sendo, e considerando que o foco desse blog agora é viagens, vamos falar sobre viajar sozinha. Eu, Luiza, nunca caí no mundo para uma solo trip (ainda), mas também não deixaria de viajar pelo fato de “ter que” ir sozinha. Vamos lá, o que te levaria a viajar sozinha? Provavelmente, um dos itens abaixo:

  • Ninguém quer ir pro mesmo lugar/na mesma data que você. (Nesse caso, você perderia a oportunidade de conhecer determinado lugar porque ninguém quer/pode ir com você?)
  • Sua companhia desistiu na última hora. (As reservas estão todas feitas e você está no ápice da expectativa. Sua companhia miou. Vai desistir também?)
  • Você não quer companhia. (‘To afim de pensar na vida, espairecer, refletir um pouco, e preciso fazer isso sozinha e longe de casa’. Bom. Nesse caso, se levar alguém junto, não vai rolar nada disso, certo?)

A questão é: viajar sozinha/o é um tema que está muito em alta atualmente. Há não muitos anos atrás, as pessoas nem viajavam tanto, muito menos sozinhas. Hoje em dia é muito mais fácil viajar, mais acessível. Não é mais um privilégio de gente rica ou muito influente. Mas, ainda assim, quando se fala em viajar sozinho/a, muita gente se surpreende (ou até tem pena/dó do “coitado/a, tão solitário/a” – acreditem, eu moro sozinha no Chile e toda vez que conheço alguém – principalmente mulheres mais velhas – e elas sabem disso, me olham e dizem “tadiiinhaaa”, e eu só respondo com um sorridente “Tadinha por que?”). Miiiiinha geeente, vamos pensar um pouquinho:

  1. Não é porque VOCÊ se sentiria solitário e/ou triste numa solo trip, que todo o resto da humanidade pensa o mesmo;
  2. Não necessariamente aquela pessoa está viajando sozinha porque não tem companhia (leu os 3 itens lá em cima? Então…)

Agora, além disso, rola o “meu Deus!! Que perigo! Você é LOUCO/A!”, principalmente quando se trata de mulheres viajando sozinhas. Como eu já disse, não sou experiente no tema, mas ando planejando algumas viagens (que ainda não sei se vão ou não ser solo) e lendo muito sobre o tema. Assim, separei pra vocês alguns textos de mulheres inspiradoras que viajam e/ou viajaram bastante sozinhas. Vamos lá?

360meridianos

Não é segredo pra ninguém que o 360meridianos é um dos meus blogs de viagem preferidos (senão O preferido). A Luiza (minha chará, essa da foto) escreveu já há algum tempo seu manifesto em favor de mulheres viajarem sozinhas (como ela mesma chamou) e, recentemente, publicou 7 relatos de mulheres que vão te inspirar a viajar sozinha. Mulheres reais, leitoras do blog, que deram seus depoimentos. Como o próprio nome já diz, é inspirador!

dicasdemulher

No site Dicas de Mulher, você encontra 20 dicas e motivos para viajar sozinha. Não é obrigatório concordar e/ou seguir absolutamente tudo. Mas super válido como uma dose de ânimo e inspiração.

Finestrino

Esse post aqui da Mari, do Finestrino, fala de uma maneira sincera e bem humorada sobre algumas vantagens e desvantagens de se viajar sozinha (incluindo a dificuldade na hora de tirar fotos haha).

Amanda Viaja

Já falei aqui do blog da Amanda, o Amanda Viaja, mas ela também tem uma coluna no Estadão. Em um dos seus posts por lá, falou um pouco sobre os medos que temos aos pensar em viajar sozinho, e também como enfrentá-los. Segundo ela, ‘se der medo, vá com medo mesmo‘. No blog dela também tem uma tag sobre viajar sozinho. Clica aí e dá uma olhada, porque todos os posts são ótimos!

Agora que você tem bastante conteúdo em que mergulhar, não vou ficar de blá-blá-blá, mas vou deixar a minha opinião. Viajar sozinho é perigoso? Querido/a, a vida é perigosa por si só. Sozinhos ou acompanhados, corremos riscos o tempo todo. Quando se trata de mulheres sozinhas, é claro que parecemos mais vulneráveis e temos, sim, que ter ainda mais cuidado. Mas não deixe isso te impedir de realizar o sonho de conhecer algum lugar. Pesquise bastante antes, esteja sempre atento/a e evite situações que seu instinto disser “eita, melhor não que vai dar ruim!”, ok? Manda bala que vai dar tudo certo! haha

Beijos e boa viagem!

Obs: Em breve teremos esse post em inglês e espanhol. Lá os links serão outros (nos seus respectivos idiomas), então aproveita e dá uma olhada também!

Resoluções para 2016

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Esse post ta atrasado mas eu juro que comecei ano passado (BA-DUM-TSS). Enfim, eis que o 2015 acabou e geral viveu seu momento “vamos lá, preciso de METAS pro ano novo”. Assim como 90% da população (creio eu nas minhas estatísticas nada exageradas) eu adoraria emagrecer, viajar mais, ser mais saudável, praticar mais atividade física, ganhar mais dinheiro, blá, blá e blá. Mas, na real, será mesmo que vamos fazer isso? Será mesmo que em 2016, justo 2016, vai ser diferente? Será que ‘agora vai?’. Assim como eu quis dizer no texto sobre as segundas feiras, eu sinceramente acho que colocar uma meta, pra quando atingir a meta, dobrar a meta, não funciona MESMO, mas ao mesmo tempo, acho bem legal gastar um tempinho pensando nas cagadas que a gente fez no ano que ta acabando e, claro, também nas coisas que deram certo!

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Sim, queridos e queridas, alguma coisa tem que ter dado certo nesse ano. E podem parar com esse mimimi de “ai, 2015 foi o PIOR ano da vida”. Foi uma bosta? Sem dúvidas que foi. Por muitos motivos, pra muita gente e, principalmente, no quesito ‘fé na humanidade’. Teve acidente em Mariana, teve Petrobrás, teve corrupção bagarai (ah vá?!), teve atentados terroristas de acabar com a paz até de quem está escondido num iglu na Groenlândia, incêndio na Chapada Diamantina (coisa de que nem falaram muito, mas foi BEM feio), teve dólar a mais de 4 reais (QUATRO REAIS), teve crise (aliás, #tatendo e vai continuar tendo por um bom tempo), ou seja, teve desgraça suficiente pra escrever um blog só sobre isso e, como meu foco aqui não é o lado ruim, vamos lá de novo.

Vou repetir que eu nunca venho aqui falar de como eu faço tudo certinho e como vocês devem ser iguais a mim, eu venho aqui pra escrever tudo que eu penso pra depois ler e falar “olha só, que coisa…preciso aprender mais comigo mesma”. Sendo assim, tudo que eu queria hoje era por na minha cabeça que não, não da pra ficar definindo metas mirabolantes pro ano novo e não, não vale a pena ficar sofrendo por tudo que deu errado no ano anterior. Mesmo porque, 1-provavelmente o ano vai passar e eu nem vou lembrar do que eu tinha prometido pra mim mesma em dezembro e 2- em 2016 muita coisa vai dar errado mesmo, assim como deu em 2015, mas também muita coisa vai dar certo, assim como deu em 2015!

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Quer escrever num guardanapo coisas que gostaria de fazer? Manda bala e a vida segue, amiguinho! Bora gastar o tempo tentando fazer alguma coisa realmente útil e não só listinha, ok? Então ok! Podemos começar fazendo um brigadeiro delícia e desencanando de uma vez por todas da história da dieta, pq né…

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Meta pra 2016: Ser o Calvin <3 haha

Recomeçando a vida! (sobre segundas feiras, metas e expectativas)

Afinal, segundona ta aí pra isso né. Pra voltar à realidade, chegar no trabalho e ver tudo que já está atrasado, viver a sofrência clássica do final de semana que acabou e também aproveitar pra tentar mudar as coisas na vida, aproveitar que é uma semana nova e tentar mais uma vez começar a dieta, voltar aos exercícios, ser mais organizada (o), se cuidar mais, gerenciar melhor o tempo ou qualquer outra coisa que você queira mudar na vida e toda segunda acha que “agora vai”.

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Parabéns, pessoa querida! Chegou a chance! E agora, qual vai ser a próxima desculpa? A minha geralmente é nenhuma porque eu corro atrás do que eu quero simplesmente aceito meu relaxo e toco a vida pra frente hahaha. Não, não vim escrever sobre como você deve ter força de vontade ou dar dicas de como atingir suas metas pessoais, e, sabe por que? Porque eu tenho um probleminha com as minhas próprias e ele se resume basicamente em preguiça+procrastinação. Se eu estou tentando mudar? Acho que é o mínimo que eu tenho que fazer né. Se eu me culpo e sofro infinito por eu ser essa várzea em pessoa? Absurdamente! E eu sei que tenho que parar, mas também sei que só uma coisa ou só outra (aceitar versus tomar um rumo na vida) não vai resolver. Se o problema vem em combo, é em combo que tenho que solucioná-lo.

Hoje foi sim mais uma segunda em que eu achei que ia mudar a minha vida toda. E foi sim mais uma segunda em que isso simplesmente não aconteceu. To frustrada? Pra ser sincera, não. Mas esse ‘não’ só está aí porque pelo menos eu saí pra correr e isso era uma coisa que eu estava adiando há tempos. Aliás, lembram daquele post em que eu falei sobre me exercitar, contratar um auxílio e blá blá bla ? Sim, isso aí já miou. Não rolou ninguém me cobrando, não rolou coragem de acordar cedo nesse frio do cacete que faz aqui e não rolou abrir mão de horas de sono e ficar até tarde me matando. Sabe por que não rolou? Eu acho que foi porque eu me coloquei uma meta um pouco exagerada, e isso me fez pensar sobre muitas coisas que eu já quis muito fazer e não consegui. Mais do que tudo, pra alcançar um objetivo, acho que é preciso ser realista. Eu sou dessas que sonha e sonha alto, mas que viaja demais na maionese às vezes e acaba passando do ponto. Sabe o rolê de criar expectativas?

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Então. Essa história de criar expectativas não vale só para expectativas que colocamos em coisas ou pessoas. Às vezes as expectativas e a pressão em nós mesmos é tão grande que fode toda a história muito mais que qualquer zé mané por aí. O que seria o mundo ideal, então? Para mim, seria estabelecer mini metas cumpríveis e efetivamente cumpri-las. Tchãaarãaannn! Descobri a pólvora! Como exatamente fazer isso? Se descobrir me conta, pelamordeDeus! Eu estou tentando todo dia cedo falar pra mim mesma “Vamos lá! O que é mais importante hoje?” e decidir pelo menos as prioridades. Junto a isso, tentando não perder metade da minha vida no youtube e outras tranqueiras deliciosas que a internet nos proporciona. Se está funcionando? Maomenos, pra ser sincera. Eu sou MUITO distraída. E minhas noites mal dormidas devido aos mini terremotos (sim, minha gentchy, tá tremendo a porra toda ATÉ AGORA) me deixam num estado de sonolência durante o dia que não super colabora (olha aí as desculpas que eu queria saber quais seriam hahaha). Mas, vamos nessa. O importante é não desistir e ligar o foda-se pra merda já feita e pro tempo já perdido. Bola pra frente. Só não me vai ficar fazendo merda ou porra nenhuma todo dia porque aí fica feio né.

para q ta feio

Beijo e durmam bem!

Eu canto no chuveiro…

…e no quarto…e na sala…na cozinha…até no meio da rua…inclusive danço sozinha cozinhando. Sou dessas que param no meio da calçada pra ver uma borboleta de uma cor diferente e que tropeça em todos os buracos porque anda sempre distraída olhando para tudo que acha interessante.

Hoje me peguei dançando enquanto escovava os dentes (porque sim, eu ouço música praticamente o tempo todo) e pensei: “nossa, eu danço ridiculamente mal”, olhei pro espelho, ri da minha própria cara e continuei aquela coreografia tosca de quem não tem nem um pingo de coordenação motora. Aí me perguntei “por que eu não consigo dançar sozinha numa balada sem um pingo de álcool no corpo?” (na verdade eu consigo o clássico passinho pra lá e outro pra cá, mas o bloqueio é bruto). Cara, como o ser humano é besta. E sim, isso está parecendo mais um post de gente bloqueada com baixa auto estima, mas não é a intenção. Mesmo porque, na última postagem eu disse que quero ser uma nova pessoa e quebrar meus ‘tabus’ hahaha. E isso também não tem nada a ver com o tema que eu queria abordar aqui hahaha.

A verdade é que eu só quis escrever sobre o quanto eu sou boba. E não digo boba como algo ruim. Sempre fui uma sonhadora, uma criança que achava mesmo que seria astronauta, depois bióloga, depois astrônoma e que imaginava o dia em que seria uma grande cientista que descobriria coisas fantásticas. Apesar dos pesares eu sempre fui – e continuo – uma pessoa apaixonada pelo mundo e por todas as coisas novas que podemos descobrir todo dia. Não, não virei uma cientista maluca haha e nem quero mais. Tenho um emprego um tanto quanto interessante, que me permite mudar de área e de foco com uma certa frequência (e foi assim que vim parar no Chile), mas ainda penso às vezes em “o quão mais feliz eu poderia ser assando pães e fazendo bombons”. Quem sabe num futuro…ou talvez passe, assim como a vontade de ser bióloga.

O que eu quero dizer com isso tudo? Mais uma vez, que eu sou surtada que as pessoas deveriam procurar o lado bom das coisas ruins. Isso não faz de ninguém um bobo ou inocente demais. Apesar de muita gente pensar assim, o tão clichê enxergar o “lado bom da vida” faz as pessoas mais felizes. A felicidade não pode ser baseada no que te falta ou no que seu vizinho tem a mais que você, mas em tudo que você pode descobrir e só não o fez até agora porque não parou para prestar atenção. Também não estou aqui defendendo o “contente-se com o que tem”. Sou super pró-correr atrás dos sonhos e acho que a luta “pelo que quer” faz da vida mais emocionante e é meio que um combustível para a alma (que lindo isso, gente rsrs), a única coisa que não se pode fazer é deixar que os obstáculos dessa corrida (que nunca são poucos, nem pequenos e nem simples) sejam mais importantes que o objetivo em si, entendeu?

Não sou nenhuma mestre em ‘ser a dona do meu estado de espírito’ e só estou aqui filosofando porque acho que li muito Platão ao longo da vida hahaha. Na real, essa ‘filosofação’ toda me veio de uma conversa que tive com uma das pessoas mais especiais da minha vida (Cels, amo vc) e o único amigo pra quem passei o endereço desse blog porque, ai, rola uma vergonhinha sim hahaha. “Luiza, sua imbecil, escreve no notepad se não é pra ninguém ler!!”. Não quero! Simples assim.

E com essa, me despeço.

Beijo a todos, cantem no chuveiro, tenham sempre uma toalha e continuem a nadar,

Luiza

Os tabus que eu quebrei na vida…

Tá, esse é o primeiro post de verdade e já vem com “oi galera, vim expor minha vida pra gente que nunca vi na vida etc etc”…ah, foda-se hahaha

A verdade é que eu sou uma pessoa meio surtada…meio ‘oi, não te conheço, posso contar sobre toda minha vida?’ e meio ‘meu Deus, não conheço ninguém que está aqui…cérebro, pensa em alguma coisa legal pra falar…você precisa fazer amigos!! Vamos, caramba! Fala alguma coisa!!’ e, nada…aí você se pergunta “mãaass…comassim?”. É assim: se chego em um ambiente parcialmente desconhecido, mas as pessoas me dão uma sensação de conforto e segurança, eu solto a franga interajo numa boa, agora, se estou totalmente alone ou se me sinto meio ‘acuada’, a coisa fica meio tensa.

Bom, o que interessa mesmo nesse post foi o dia em que eu botei na cabeça que algo precisava mudar, e mudou, ou pelo menos eu dei um primeiro passo haha.

Ninguém aqui nem me conhece, então não sabem que eu moro no Chile e que isso faz só 1 mês. Resumindo: cheguei aqui com a cara e a coragem, mas sem conhecer absolutamente ninguém. O pessoal do trabalho é sensacional, mas não são a ‘turma pra fazer companhia no bar/show/cinema/lanchonete/etc’. E aí, como fica? Botei na cabeça que eu precisava me incluir em algum ambiente com pessoas. Coincidentemente, há umas duas semanas, aqui em Santiago teve uma (pasmem) festa junina!! Foi organizada por um grupo de brasileiros (ah vá!) que pelo que entendi são voluntários na Igreja dos imigrantes daqui (Parroquia Latinoamericana/Parroquia Italiana), e foi esse o lugar que eu escolhi pra tentar começar a quebrar minha barreira social.

Festa Junina em Santiago
Festa Junina em Santiago

Só tem uma foto, sorry, mas vamos à minha experiência. A festa começava às 15h e eu cheguei por volta das 16h. Não, ainda não tinha quase ninguém. Quando achei o lugar, olhei bem pra porta e pensei “Ai…acho que vou desistir..não conheço ninguém e mimimimi…” mas ao mesmo tempo, me bateu a coragem “poxa, vim até aqui né…vamos Luiza, larga mão de ser trouxa e vai lá!”, e eu fui. Paguei meu ingresso e entrei. A coisa tava semi vazia, só tinha algumas famílias e grupos de amigos (ou seja, só gente que já se conhecia), mas vendia pastel e outras gordices de festa junina. Aí vocês me perguntam “então você fez amigos??? =D”, e minha resposta é um grande e sonoro “Não”. Mas, por que? Bom, primeiro porque eu quase não tive coragem de entrar, então vocês já imaginam de chegar em pessoas aleatórias e falar “Oi! Quer ser meu amigo?” hahaha. O que rolou no final das contas foi 1 pastel, 4 brigadeiros, 2 pés de moleque, forró e pagodinho ao vivo. Me peguei até dando um passinho pra lá e outro pra cá enquanto ouvia as músicas, o que já me deixou muito orgulhosa hahahaha.

Traduzindo, quase consegui superar uma grande dificuldade que eu tenho de socializar com estranhos. Mas gosto de pensar que esse foi o primeiro passo, quem sabe na festa do ano que vem eu não estou até organizando a quadrilha (ahhhhh tá). O importante pra mim é que resolvi dar as caras pro mundo e, independente de ter companhia ou não, não vou deixar de fazer nada que tenha vontade. O saldo dessa festa foi um sonzinho gostoso e quitutes brasileiros deliciosos! E quando entrei mesmo na vibe dos showzinhos, nem lembrei mais que todo mundo lá estava com amigos ou família e eu estava sozinha. Em hipótese alguma estou dizendo que amigos e família são dispensáveis. Isso jamais! O importante é não deixar de aproveitar a vida, mesmo na falta deles.

Com mais essa, me despeço novamente.  Boa sorte a todos que quiserem encaram um ‘desafio da solidão’ haha. Lembre-se que você nunca é o único sozinho no mundo.

Beijos,

Luiza