O que eu faço no Chile, afinal?

Bastante gente me faz essa pergunta, então acho que já passou da hora de eu contar um pouco a respeito do que, afinal, eu faço aqui no Chile (além de comer pra caramba e tirar um monte de fotos hahaha), com que eu trabalho e etc. Então, vamos lá.

Antes de tudo, a pergunta que não quer calar: “Luiza, você viaja de graça?” hahaha. Não gente, infelizmente eu não viajo de graça, nem sou paga para viajar, mas sim, eu trabalho com turismo (também)!

Pra quem não sabe, faço parte do time da Plurality Global Institute, um instituto de idiomas e intercâmbios daqui do Chile. Decidi contar um pouco mais da Plurality aqui pra vocês pra matar um pouco a curiosidade de alguns sobre “o que eu faço aqui” e também servir como dica, pois sei que a maior parte dos seguidores é bem fã do Chile e de Santiago e doido pra vir conhecer ou matar a saudade desse lugar sensacional <3.

Nós trabalhamos basicamente com tudo o que você precisa para passar um período legal e ainda aprender espanhol aqui no Chile (também temos cursos de inglês e Português, mas considerando que meus leitores são, em maioria, brasileiros, melhor focar no Espanhol, ok? Qualquer dúvida que tiverem podem me escrever!).

Por exemplo, se você vai tirar férias, quer viajar e ainda aprender outro idioma, temos cursos intensivos de espanhol já com passeios turísticos e culturais com guias locais e brasileiros (nos primeiros dias é bom alguém que fale a língua da gente caso precise né) pra te levar conhecer Santiago e arredores enquanto pratica o espanhol.

Eu sei que vão achar que tô “puxando a sardinha” pro meu lado hahaha mas garanto que fazemos nosso trabalho com o maior amor possível e uma qualidade sem comparação! Fui cliente da Plurality quando mudei pra cá e podem ter certeza de uma coisa, não entraria pro time se não acreditasse na qualidade, eficiência e profissionalismo A equipe pedagógica tem mais de 20 anos de experiência nos três idiomas, o que facilita muito pra nossa (falo como aluna) aprendizagem, uma vez que é bem mais fácil aprender um idioma novo com um(a) professor(a) que também conhece muito bem o nosso.

“Você dá aulas de português?” é outra pergunta que recebo muito de todo mundo pra quem eu conto onde trabalho. Não, eu não sou professora. Admiro e respeito muito a profissão e, justamente por isso, não acho que eu tenha “dom” nem formação suficiente para isso. Como eu costumo dizer, “deixo essa parte pra quem sabe o que está fazendo” e posso garantir que a equipe pedagógica sabe MUITO bem hahaha. Mas se vierem pra cá, muito provavelmente serei eu quem vai ajudar vocês com a hospedagem, os passeios e até as passagens aéreas se precisarem, ok?

Ah, sabe esse monte de fotos de lugares incríveis que eu vivo postando? Pode deixar que a gente leva vocês pra conhecer! Inclusive, vários desses lugares são parte de passeios já incluídos nos cursos, ou seja, você não paga nada a mais por eles! Legal né?

Não vou ficar aqui contando cada detalhe sobre os cursos e as opções de pacotes disponíveis pra não deixar o post tão grande, mas posso montar outro mais completo depois se quiserem, principalmente contando como foi a minha própria experiência com a Plurality quando cheguei em Santiago!

Deixo pra vocês o site e todas as redes sociais da Plurality! Podem encher a gente de perguntas (em português mesmo) que teremos o maior prazer em responder! Inclusive, fica o convite para virem conhecer nossa ‘oficina‘ (oficina é escritório em espanhol, pra quem tiver curiosidade) quando quiserem! Mandem uma mensagem em qualquer contato (inclusive no Whatsapp) e marcamos um horário pra receber todo mundo!

Página web: http://pluralityglobal.com/ (Caso seu navegador te direcione para o site em espanhol, é só clicar no ícone de Português no canto superior direito, ok?

Facebook: Plurality Global Institute (@pluralityglobal)

Instagram: @pluralityglobal

Whatsapp: +56 9 4532 9494

E-mail de contato: info@pluralityglobal.com

Fico esperando o contato e a visita de todo mundo! São todos muito bem vindos!

Um abraço a todos,

Luiza

Pucón: Como chegar e onde dormir

Desde que voltei de Puerto Varas, andava me coçando pra ir pro sul do Chile de novo. Aí que, no fim de semana passado, me deu o “cinco minutos” e parti pra Pucón.

Bienvenidos a Pucon 😍🏔 #mueveteporchile #turbus #dizlu🇨🇱

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Nesse post, teremos um resumo de como chegar lá e uma dica de hospedagem (que foi a que eu usei), ok? Então vamos lá.

Como chegar em Pucón?

Voando

Vou tentar fazer disso o passo a passo mais simples e resumido possível, ok?

  1. Vôo de Santiago a Temuco: via LAN ou SkyAirline, dura cerca de 1h30min. Recomendo consultar as tarifas referentes a data em que pretende viajar. Não tive como incluir isso no post pois a variação de preços é muito grande.
  2. Transfer do aeroporto ao terminal de ônibus: Infelizmente nesse ponto não poderei ajudar muito. Só posso confirmar que há táxis e o trajeto é de aproximadamente 14 km.
  3. Ônibus de Temuco a Pucón: A empresa mais barata e que oferece mais horários é a JAC. O trajeto leva 2h e custa cerca de $ 2200 pesos chilenos.
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Você percebe que a viagem vai ser boa quando sai da rodoviária e dá de cara com um vulcão (e acha até o supermercado fofinho *.* haha)

Busão amigo

Como vocês já devem ter percebido, sou uma grande usuária de serviços amigos de busão hahaha. Assim que, fui de ônibus de novo. Sim, são quase 800 km, demorou uma vida (rolou ônibus atrasado, trânsito infernal e tudo o que se tem direito quando metade da cidade está protestando nas ruas, mas isso é uma outra história). Porém, custou $ 25000 pesos chilenos, fui direto, e viajei a noite toda (o que economiza uma diária de Hotel/Hostel).

Viajei de Turbus, que é uma das empresas mais caras daqui e que tem o serviço mais meia boca. Pra vocês terem ideia, não tinha nem água no ônibus. Na volta, saí de Osorno (uma cidade que fica a mais de 1100 km de Santiago), a viagem custou BEM mais barato, sendo que comprei assento leito (quase mais confortável que minha cama) e teve até jantinha no busão. Tudo isso viajando de BusNorte. Só tem um probleminha: Santiago-Pucón direto é um trecho meio limitado e, que eu saiba, só feito por algumas empresas, entre elas Turbus e Condor.

Onde se hospedar em Pucón?

Fiz aquela busca amiga no Booking.com, e encontrei o fofinho Pucontours Hostal. É um Hostel simples, mas super aconchegante e gostosinho, sabe? Daqueles que você se sente em casa. Dêem uma olhada no link e nas fotos pra conhecerem melhor, ok?

Pucontours Hostal Pucon DizLu Blog
Pucontours Hostal belezinha

A única observação a respeito é: fiquei duas noites, uma num quarto double e uma num single. Caso se hospedem lá, não optem pelo single. a diferença de preço é mínima e a qualidade é BEM diferente (além de ele ter uma janela não muito bem vedada que não contribuiu em nada para que eu dormisse bem naquela friaca que fazia). O double é perfeito, não deixou a desejar em absolutamente nada.

O legal é que eles têm vários convênios com agências de turismo também, então você pode contratar os passeios de lá mesmo, sem nenhuma dor de cabeça.

Plaza de armas de Pucon ❤🏞 #VisitChile #FridayPhotoFanChile #dizlu🇨🇱

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É pessoal, o triste é não poder ficar pelo menos um mês lá haha. Bom, me despeço por aqui, mas em breve teremos post com os passeios que fiz por lá e os lugares maravilhosos que vi, então espero vocês por aqui.

Enquanto isso, acompanhem o instagram do blog, que está cheio de fotos pra dar vontade de viajar ^^, e o Snapchat (é diz.lu), onde eu passei vergonha na viagem tentando aprender a usar hahaha.

Beijos e até!

PS: Todas as reservas do Booking.com feitas pelos links nos posts ou pela caixinha de pesquisa na lateral, geram uma pequena comissão para o Blog (quando eu digo pequena, são centavos mesmo haha), então agradeço MUITO a todos que reservarem suas hospedagens por aqui, pois vocês pagam exatamente o mesmo valor e me deixam super felizinha por poder engordar um pouco meu porquinho 🙂 haha.

Santiago em dois dias – o que fazer?

E aí, bonitinhos? Como vão vocês? Que bom que tudo bem! haha

Bom, desde que me mudei para Santiago, alguns amigos já vieram me visitar e muitos outros dizem que têm vontade ou estão se planejando. Além disso, amigos dos meus pais e tios com viagens marcadas têm me perguntado sobre algumas dicas e sugestões de roteiros. Assim, decidi montar roteirinhos resumidos pra tentar ajudar quem vem visitar essa coisa linda que é o Chile.

Vamos começar por um roteiro express espremido num final de semana, com base na viagem que um casal de amigos fez no mês passado (oi, Má e Dai! :D). Eles haviam comprado um pacote turístico para chegar em Santiago na sexta à tarde e voltar para o Brasil na segunda pela manhã. Assim, tudo tinha que ser bem encaixadinho pra que pudessem aproveitar o tempo ao máximo.

A primeira parada (depois de passar no hotel e ajeitar a bagagem e a si próprios haha) foi o Hard Rock Café, que fica dentro do Mall Costanera (meu shopping preferido em Santiago *-*, sobre o qual falarei em breve). Estávamos os três mortos, então a pedida tinha que ser mesmo algum restaurante/pub/barzinho. Pra quem pretende fazer mais ou menos o mesmo roteiro, outras opções são o Patio Bellavista (praticamente uma galeria de bares e restaurantes) e a Plaza Ñuñoa (não tão visitada pelos turistas, mas também um apanhado de barzinhos muito interessante).

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Porque a vista da Cordillera no verão também é linda <3

No dia seguinte, eu parti pra minha aula de espanhol, faxinas e etc, e Má e Dai foram passear. São várias as opções pra quem quer fazer passeios turísticos em Santiago. No caso deles, optaram por um motorista particular, e conseguiram visitar a Cordillera pela manhã, Cerro San Cristóbal perto da hora do almoço e a vinícola Concha y Toro à tarde.

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Concha y Toro

Sábado à noite chegaram tão mortos que não aguentaram acharam melhor descansar haha. No domingo, saímos passear no centro. Passamos pela Plaza de Armas e a Catedral Metropolitana, e visitamos o Museo de Arte Precolombino, que também fica ali pertinho, no centro mesmo.

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Museo de Arte Precolombino

Almoçamos no La Piccola Italia, no centro mesmo, que é um restaurante italiano DELÍCIA, demos mais uma andadinha, e acabou-se o dia.

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Felizes de panças cheias haha

A ideia desse post não é fazer com que, quem quer que venha por só um final de semana, faça exatamente esse roteiro, e sim mostrar que é possível conhecer vários lugares, mesmo que em pouco tempo, então vamos ao resumo:

Dia 1 (Vôo chegando à tarde): O passeio à noite poder ser um restaurante ou barzinho legal. No nosso caso, o Hard Rock Cafe.

Dia 2 (Passeios turísticos): Visita à Cordillera pela manhã e vinícola à tarde. Você opta pela vinícola de preferência e, se der tempo, pode conhecer algum cerro, como o San Cristóbal, assim como fizeram o Má e a Dai. Dê uma olhada em alguns passeios no site da Turistik, é uma boa agência e tem muitas opções.

Dia 3 (Passeio na cidade): Falei aqui de passear no centro, pois é a região de Santiago com mais pontos turísticos, mas você pode mudar o bairro ou comuna, ok? Ao redor da Plaza de Armas, você em contra VÁRIOS museus e, se programar direitinho e marcar, da até pra conhecer o Palácio de la Moneda por dentro.

Dia 4 (Volta pra casa): Bom, segunda de manhã já é dia de voltar, então, sem passeios.

Bom, pessoal, espero ter ajudado quem estiver se programando pra conhecer Santiago. Se tiverem alguma dúvida ou sugestão, não exitem (que formal eu) em me escrever, seja nos comentários, no facebook ou no instagram, ok?

Beijos e até! ;*

Transporte em Santiago

Oláaa gente boniitaa! Como vão vocês?

O post de hoje é de utilidade pública, digamos (ou uma espécie de guia). Vim trazer um resumão dos meios de transporte disponíveis na cidade de Santiago pra tentar ajudar você, que vem passear por essas bandas, a não se perder e nem sair no prejuízo. Vamos lá.

meio de transporte dizlu

MetroSantiago

Ahhhh, o metrô, o tipo de transporte coletivo que se desloca sobre a linha tênue entre o amor e o ódio. Vou confessar, sou fã de metrô. Isso pode ser, em partes, devido ao fato de eu ser caipirona do interior e ter conhecido o metrô um tanto que tardiamente na vida. Mas, convenhamos, só o fato de não haver trânsito e nem engarrafamento já lhe dá um belo crédito.

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Falando de Santiago especificamente, as linhas de metrô funcionam muito bem e te levam à maioria dos pontos importantes da cidade. É perfeito? Não. Te leva para ABSOLUTAMENTE TODO lugar? Não MESMO. Mas, definitivamente, é meu preferido. Como vocês podem ver no mapa acima, as linhas ainda são um pouco limitadas (principalmente comparado à São Paulo, por exemplo), mas novas estão sendo construídas e a previsão é de ter uma rede muito mais abrangente até o final de 2017.

O site do metrô de Santiago é bem completo e, nele, você pode calcular o tempo do trajeto entre as duas estações que te interessam e ver explicadinho como você chega em determinada estação, pelo planificador de viagem (também é possível baixar um aplicativo de celular da MetroSantiago, não é lindo?) e consultar as tarifas vigentes aqui. Você pode comprar o passe único recarregável (tarjeta Bip!) ou individuais, não tem erro. No site e no twitter (@metrodesantiago) também informam a situação de cada linha (operante ou com qualquer problema).

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Esteja atento: as linhas 2, 4 e 5 operam em Ruta Expresa nos horários de pico. Isso significa que o trem só para nas estações correspondentes a Ruta Verde ou Roja (vermelha), praticamente uma sim e outra não (consulte todas essas informações da seção Guia del Viajero, no site do Metro).

Ônibus

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O sistema de ônibus de Santiago também é bem completo e te leva a qualquer canto da cidade. No site da TranSantiago você encontra todas as informações que precisar, mas sendo sincera, use o Google Maps ou aplicativos similares. Eu sou uma pessoa cabeçuda (leia: não consigo decorar números e horários de ônibus com facilidade), então eu vou lá no meu Maps, coloco o lugar pra onde quero ir, e ele me fala quais linhas de metrô e/ou ônibus tenho que pegar, a que horas e quanto tempo demora. É maravilhoso. Pedi indicação dos chilenos e eles me disseram que usam o Maps, o Paraderos (app Chileno) e o Moovit (que ouvi dizer ser o melhor de todos) e alguns até te falam em quanto tempo seu ônibus vai chegar (sim, eu me impressiono fácil)!

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Para tomar um ônibus aqui você precisa adquirir o passe único (tarjeta Bip!), e ele dá integração com o metrô, o que é ótimo (as passagens seguem o valor do metrô também, tá).

Táxis

Antes de qualquer coisa, cuidado com eles. Se tem uma coisa que a maioria dos taxistas de Santiago é, essa coisa é tranqueira, sem vergonha, ladrão, _______(insira seu palavrão aqui)___. Não gosto de generalizar, mas cara, é f*da. Na maioria das vezes o golpe se dá por um aparelho que adultera o taxímetro. O motorista vai apertando um botãozinho atrás do volante e a corrida sai BEM mais cara do que deveria. A solução que eu arrumei pra isso foi não pegar mais táxis na rua, somente chamando por aplicativo de celular. Eu uso o Easy Táxi e ele resolveu esse problema, pois os taxistas são de certa forma monitorados e podem ser avaliados pelos clientes. Use o app e você não passará raiva.

A foto acima é só de um táxi ilustrativo (mas me segue no instagram também, vai? :D).

Bom, pessoal, esses são os três principais meios de transporte dentro de Santiago. Farei outro post com dicas para quem quer transitar entre diferentes cidades ou chegar em pontos turísticos mais afastados. Estou reunindo contatos de motoristas particulares também, caso ajude.

Mais uma vez, estou à disposição para tirar quaisquer dúvidas e ajudar no que for possível. É só deixar um comentário aqui embaixo que eu respondo rapidinho! Siga o blog no instagram e curta a Fanpage, aí também podemos nos comunicar por lá! Pra quem curte o snapchat, estou me adaptando a ele ainda, então segue @diz.lu lá também e me ensina a mexer nesse troço, por favor! hahaha

Beijos e até mais! :*

Obs: a ideia é manter esse post sempre atualizado, então se tiverem mais informações também, podem me mandar, que eu incluo com os devidos créditos! Obrigada!

Estações de esqui de Santiago (no inverno)

Boooa noite gente bonita que está morrendo de calor!

Hoje, aproveitando o friozinho que já chegou em Santiago, vim falar um pouco sobre as estações de esqui que temos por aqui. A ideia é dar um panorama geral pra quem está na dúvida de quando, quanto e se vale a pena ir só para conhecer a neve (e não esquiar). Então vamos lá.

camino a cordillera Andes

Quando começa a temporada?

Antes de qualquer coisa, vale lembrar que as estações de esqui de Santiago funcionam durante o ano todo! Sim, até no verão, quando não tem neve (ainda farei um post sobre as atividades de verão, ok? Aguardem!). Porém, neste post, vamos focar no inverno.

parques de farellones santiago chile (4)

A temporada de esqui em Santiago geralmente vai de junho a setembro ou outubro. Porém, isso depende 100% das condições climáticas. Em 2015 mesmo, a temporada foi adiada para julho, por falta de neve. A estação El Colorado ainda deu seu jeitinho e produziu neve artificial pra não perder tanto tempo, mas o importante é ficar de olho na previsão do tempo (e nos sites e redes sociais das estações de esqui).

Como chegar lá?

Dá pra ir de carro? Dá. Vale a pena? Sinceramente, eu não iria. Em caso de nevascas, gelo no caminho, ou qualquer outro imprevisto com o qual não estamos acostumados, a estrada pode se tornar um tanto perigosa. Existem também algumas exigências para dirigir na montanha (como ter correntes dentro do carro para enrolar nos pneus em caso de gelo), então eu não arriscaria. Existem muitos tours que vão para lá e empresas que se dedicam a fazer esse transporte. Eu já fui com um tour da Turistik e com motorista particular. Se alguém precisar de contatos ou ajuda na reserva, me deixa um comentário que eu dou uma força no que precisarem, ok? 😉

Vale a pena se não for esquiar?

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El Colorado e os esquiadores frenéticos

Essa é uma dúvida comum. Principalmente em relação ao Valle Nevado. Minha opinião pessoal: Valle Nevado é maravilhoso. Tem uma vista linda e é a mais alta das três principais estações, MAS (em maiúsculas mesmo) não acho que tem muito o que fazer lá se você não for esquiar.

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Valle Nevado

Eu visitei as três e, sinceramente, acho Parques de Farellones a melhor opção se “você quer brincar na neveeeee”, e não vai esquiar. Mas, por que? Bom, lá há uma espécie de parque de atividades na neve. Tem tirolesa, tubing, passeio na silla panorámica (tipo um teleférico, no estilo daquele que eu fui no vulcão Osorno, lembra?), nosso querido ski-bunda (na neve, óbvio), ou seja, é bem mais divertido. E, caso você vá pra parte ‘baixa’ do parque (da pra chegar lá de carro, ou entrar pela estação e descer de telesilla-o que eu fiz), você pode se jogar no chão, fazer bonequinhos e ser uma criança feliz sem medo nem vergonha, o que é maravilhoso haha. Agora vou postar umas fotos pra vocês verem como dá pra ser feliz na neve, mesmo sem esquiar.

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Você pode curtir uma voltinha de telesilla
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…pegar um bronze tropical…
parques de farellones santiago chile (1)
…fazer um boneco esquisito, mas todo trabalhado nos acessórios dos seus pais…
tubing farellones santiago chile
…e até descer escorregando na neve de bóia (tubing). Obs: esses são meus pés enquanto sou rebocada de volta pra cima haha

Além disso, rola patinação no gelo, que eu esqueci de comentar ali em cima. Então, se você nunca viu neve e vem pra Santiago no inverno, não perca a chance, porque é uma delícia!

Deixo abaixo os links das três estações, com preços, datas e atividades disponíveis.

Novamente vou dizer, caso tenham qualquer dúvida, queiram alguma informação ou ajuda, podem deixar recado aqui, no face ou no insta, ok? Eu respondo rapidinho e também posso pensar em posts específicos sobre cada estação de esqui e respostas para cada dúvida.

Obs: isso não foi um monte de propaganda do Parques de Farellones. Eu já estive nas 3 e não esquiei, então só deixei minha opinião sincera pra quem quiser um programinha diferente na neve, beleza?

Beijos e até logo!

 

Frutillar: Teatro del Lago e Museo Colonial Alemán

Chegamos ao meu quinto e último dia de viagem pela Região dos Lagos, no sul do Chile. É, eu sei, pra mim também passou super rápido. E sim, foram só cinco dias e eu consegui fazer coisa pra caramba! Claro que, se eu consegui compactar tanta coisa nos quatro primeiros dias, o quinto não poderia ser muito diferente. De tudo que a gente já tinha visto, ainda me faltava a cidade de Frutillar e, como sabíamos que a cidade era minúscula pequenininha, decidimos visitá-la no domingo durante o dia, antes de pegar nosso ônibus de volta a Santiago.

O transporte foi no mesmo esquema da ida a Puerto Montt: ônibus de linha por cerca de $ 1000 pesos.

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Bom, Frutillar é fofinha. MUITO fofinha hahaha. ‘Mas, Luiza, o que seria uma cidade fofinha?’. Ah, pequenininha, sabe, casinhas estilo alemão, lago, vulcão ao fundo, tudo decorado, tudo limpo, tudo meio coloridinho…tudo fofinho! hahaha.

Falando sério agora, vai. Frutillar tem duas ‘atrações’ mais importantes a serem visitadas e a principal delas é, sem dúvidas, o Teatro del Lago.

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Teatro del Lago

Mais uma vez, eu e o meu irmão, cabeçudos que somos, não pesquisamos nada direito antes e, bom, chegamos no teatro 15 minutos depois de ter saído o passeio guiado. ‘Ah, mas você não precisa de guia…é um TEATRO”. Não, você não precisaria, se não fosse proibido entrar sem guia nos horários de não-espetáculos. Ponto pra mim.

O teatro é muito conhecido por ter uma das melhores acústicas do mundo, uma vez que foi construído para receber concertos de orquestras sinfônicas e óperas. Claro, a maioria de nós, turistas, quer ver simplesmente porque é lindo. Como o próprio nome já diz, ele fica dentro do lago Llanquihue, com direito a vista privilegiada do vulcão Osorno. Não dá pra reclamar, né? Entre no site oficial do teatro pra acompanhar a programação de apresentações e horários dos passeios guiados. Aprenda com meu erro, por favor!

A ‘outra’ atração que eu queria visitar era o Museo Colonial Alemán.

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Mais uma vez, nome auto explicativo. Esse museu representa as antigas fazendas alemãs que a região abrigava na época da colonização. O fato levemente desanimador desse museu é que ele é fake. Não, não é uma fazenda original. Ele foi construído para ser um museu, porém, cada detalhe foi muito bem estudado e analisado de modo que o resultado fosse o mais real possível. Fake ou não, o museu é incrível (as fotos não me deixam mentir). A entrada custa cerca de $ 3000 pesos por pessoa, o que é relativamente ok. Lá dentro há quatro construções principais: La casa del herrero, casona de campo, molino de agua e campanario.

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Casona de campo

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Por dentro da casona – cada construção é mobiliada de acordo com o que se encontrava na época da colonização

Por dentro, além dos móveis e decoração apropriados, há sons ambientes de relógios, caixinhas de música, o que deixa a coisa, além de mais ‘real’, um tanto macabra haha.

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As áreas externas também fazem parte do museu, então há de tudo ‘exposto’. Até uma réplica dos túmulos que se construía na época, uma vez que as pessoas que morriam nas fazendas eram enterradas ali mesmo.

 

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Molino de agua

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Sim, agora entramos na sessão “fotos pra deixar os leitores com vontade de conhecer o lugar”. De nada.

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Campanario
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Casa del herrero (ou do ferreiro) por dentro

Nesta página da cidade você encontra mais informações sobre o museu e o teatro, inclusive localização e horários de funcionamento em diferentes épocas do ano.

Frutillar tem um posto de informações ao turista que fica relativamente perto do teatro. Lá eles podem te fornecer mapas e indicações de passeios a fazer (inclusive alguns panfletos em português).

A cidade tem basicamente duas ruas, então é impossível se perder e fácil de achar lugares para comer. Só deixo de aviso que é tudo um pouco caro, e você só acha uns preços mais amigos na ‘rua de trás’ (chegando lá vocês vão entender e lembrar de mim, ok?). Como eu já estava verde de fome, acabamos pagando cerca de 60 reais por uma pizza não muito grande num restaurante italiano no teatro do lago. Só que assim, gente, almoçamos quase dentro do lago e olhando o vulcão, então né…não vou reclamar do preço. E, claro, estava uma delícia.

Mais uma vez, planejem suas viagens melhor do que eu haha. Ou não planejem. Nós quebramos a cara em algumas coisas, mas também foi ótimo ficar inventando os passeios na hora. Acho que as duas alternativas merecem um teste, além de ser bom variar o jeito de viajar, pelo menos de vez em quando. Podem deixar que essa viagem me ensinou muito sobre como me preparar para escrever sobre ela depois. Cometi muitos erros, mas garanto que estou trabalhando para que esse blog seja o melhor possível tanto para mim quanto para vocês que leem (obrigada, aliás!).

Como eu disse no último post, não deixem de comentar o que acharam, seja do lugar ou do texto em si. Vocês me ajudam muito a polir meu próprio trabalho.

Beijos! E até a próxima viagem!

Psiu! Não esquece dos posts anteriores! Ainda mais agora que nossa jornada está completa! 😉

Chiloé: Ancud e Pinguineras de Puñihuil

Pra quem não sabe, na Região dos lagos há um conjunto de ilhas conhecido por Arquipélago de Chiloé, que é o maior arquipélago do Chile. É esse aqui ó:

Desse arquipélago, a ilha mais conhecida e turística é a Isla Grande de Chiloé que, como esperado, é essa maiorzona. A ilha é um tanto pitoresca e bem diferente de Puerto Varas e Puerto Montt, por exemplo, principalmente pela arquitetura. Chiloé é conhecida por ter muitas casas de palafita, especificamente na cidade de Castro.

Eu fui pra Puerto Varas já querendo conhecer Chiloé, por causa das palafitas e das pinguineras (sim, lá tem pinguins <3). Aí que, procurando passeios que nos levassem até lá, só estávamos encontrando coisas muito caras e muito demoradas, uma vez que a maioria dos tours chega até Castro (que fica bem no interior da ilha), e isso leva 4 horas de viagem aproximadamente. Quando já estava quase desistindo, conhecemos uns brasileiros (no ônibus indo pra Puerto Montt) que haviam feito um passeio com a empresa Sol del Sur, que levava até as pinguineras e custava somente $ 25000 CLP (cotação do peso aqui e aqui). O que eu fiz? Saí procurando na internet o site da agência, já que era feriado e a loja não estaria aberta. Lá encontrei um número de whatsapp, mandei uma mensagem sem muita esperança e, não só fui atendida, como MUITO bem atendida. Assim, marcamos o passeio para o dia seguinte, sábado, de manhã. Como no passeio ao vulcão Osorno, a agência foi buscar a gente na pousada. De lá, partimos pela Ruta 5 em direção ao município de Pargua para, então, podermos tomar um ferry para a ilha. A travessia é bem legal pois, mais uma vez, é possível avistar nossos amados amigos lobos marinhos, entre outros animais (tivemos sorte de ver duas toninhas passando – foi coisa de segundos, mas suficiente pra quase destruir meu coraçãozinho com seu fraco por animais marinhos haha).

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Após a ‘travessia’, chegamos ao povoado de Chacao. Trata-se de um vilarejozinho muito belezinha, onde se pode conhecer a igreja e comprar algumas lembrancinhas, não muito mais que isso. O legal desse lugar é que é possível ver como a ‘cara’ das casas é diferente. São de madeira, pintadas em cores vibrantes e construídas com uma espécie de escamas de madeira que, segundo nosso guia, servem para proteger a casa de chuvas e ventos, além mantê-las frescas no verão.

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De Chacao, partimos para Ancud, onde se pode conhecer o Forte de San Antonio, construído em 1770 pelos espanhóis e local onde os mesmos perderam sua última batalha contra os chilenos em 1826. Lá encontramos um guia que nos explicou toda a história e importância de cada detalhe do local, pedindo somente uma gorjeta (muito justa) no final.

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A 25km de Ancud está Puñihuil, onde ficam as famosas pinguineras único local no mundo onde é possível encontrar pinguins de Magalhães e de Humboldt convivendo no mesmo ecossistema, segundo nosso guia. As pinguineras são compostas por três pequenas ilhas (que eram uma única antes do terremoto de 1960) e são consideradas um monumento natural, que só pode ser visitado de barco, com guias autorizados e a uma certa distância. Sim, a vontade é ir lá pertinho e pegar eles no colo, mas não pode, obviamente para a preservação da fauna (imagina se todo mundo resolve querer se meter lá no meio, os coitados não iriam aguentar). O passeio de barco tem uma taxa de $ 7000 CLP se eu não me engano (desculpa, gente, eu não anotei esse valor e acabei esquecendo, mas é quase certeza, ok?).

Preparem-se para imagens fortes:

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Pinguins de Magalhães (ou Magallanes)
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Pinguins de Magalhães (ou Magallanes)
Pinguins de Humboldts
Pinguins de Humboldts

As pinguineras também abrigam uma grande variedade de outras aves como pelicanos, gaivotas e algumas espécies de patos, por exemplo.

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O guia que nos levou era bem simpático e divertido, e ainda achou fantástico eu saber falar espanhol sendo brasileira haha (¯\_(ツ)_/¯), então explicava tudo para mim e para o meu irmão, que sentamos bem na frente no barco. Resumindo, esse passeio a Chiloé é essencialmente focado em ver os pinguins. Você não pode chegar muito perto (nem pular pra abraçá-los, infelizmente), mas é incrível a diferença entre ver animais num zoológico e no seu habitat natural. É lindo, é mágico e, se você tiver oportunidade, simplesmente vá. Lembrando que esses passeios só ocorrem entre setembro e março, que é a época do ano que os pinguins visitam o Chile. Se alguém já visitou e quer acrescentar algo, ou tem alguma dúvida, deixe um comentário aqui que eu respondo todos, ok?

Um beijo, e não percam os outros posts da série sobre a Região dos Lagos. Infelizmente está acabando, mas ainda falta Frutillar :D.

Obs: antes de voltar a Puerto Varas, passamos novamente por Ancud no intuito de visitar museus e a igreja principal da cidade. A igreja é uma graça, mas os museus do Chile estavam todos em greve nessa época, aí né…fechados.

Puerto Montt: Mercado de Angelmó

No terceiro dia de viagem aconteceu de ser ano novo e, como já comentei, praticamente NADA abre aqui no ano novo. Aí que, conversando com umas brasileiras que estavam na mesma van que a gente no passeio ao vulcão, descobrimos que em Puerto Montt há uma espécie de ‘mercadão de peixe’, que é um ponto turístico e estaria aberto. Assim, no dia 1 de janeiro, sexta de manhã, pegamos um ônibus de linha mesmo no centro de Puerto Varas com destino a Puerto Montt por singelos $1000 pesos (coisa de 6 reais), levando uns 40 minutos para chegar.

onibus puerto varas puerto montt

Diferente de Puerto Varas, Puerto Montt fica à beira do Oceano Pacífico e é uma cidade essencialmente portuária. E feia, não vou negar. Assim, não é nada que se diga noooossa que cidade horrível. Ela tem sim seu charme e uns locais bem legais pra conhecer. Vale a pena sim, só não vá achando que é um deleite aos olhos (oh!) assim como Puerto Varas, por exemplo.

puerto montt
Shopping fechado e vulcão Calbuco ao fundo – tá vendo como tem seu charme?

Chegando na cidade, saímos da rodoviária a pé mesmo, sem rumo, pra ver o que encontraríamos pela frente. Foi legal a sensação de estar pela primeira vez à beira do Oceano Pacífico. Sim, é um mar normal, mas a ideia me fazia feliz (me deixa! haha).

gaivota puerto montt    ave puerto montt

Nessa caminhadinha pela orla, aproveitamos pra tirar foto de tudo que encontramos pela frente das gaivotas, desse outro pássaro estranho que até agora não tenho certeza do que é…

sentados frente al mar puerto montt

…e dessa escultura que eu não sei muito bem porque está aí. Teoricamente foi homenagem a uma música e se chama ‘Sentados frente al mar’. Não é lá muito linda nem está muito bem cuidada, mas gente, isso é enorme. E é um ponto turístico conhecido que você pode ver de passagem e tirar umas fotos. Está perto da praça em homenagem à colonização alemã, onde também há um museu que, infelizmente, estava fechado. Mas não vou ficar aqui reclamando da cidade porque fui eu que não me informei bem antes e tenho certeza que teria gostado muito mais se não fosse um feriado internacional, então vamos ao que interessa. Já que fomos lá pra conhecer o ‘mercadão’, andamos e andamos até que achamos o tal Mercado Típico de Angelmó.

mercado angelmó puerto montt

O mercado abriga uma peixaria e diversos restaurantes essencialmente de frutos do mar, além das lojinhas de artesanato que a gente ama haha.

artesanato puerto montt (2)artesanato puerto montt

Nelas você encontra MUITOS produtos de lã, uma vez que na região é muito comum a criação de ovelhas. Tem também vários enfeitinhos e ‘tranqueirinhas’ legais pra levar de lembrança pra família e amigos. Tem até…

artesanato mercado angelmó puerto montt
….DEDOCHE! hahah e da Peppa! (possivelmente importado da China, mas a gente finge que não viu só porque é muito engraçado)

O mercado em si é bem bonitinho, tem vários restaurantes meio amontoados, mas com vistas lindas para o mar. É bem típico, bem turístico e vale MUITO a pena.

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Mas, para mim, o mais legal de tudo aconteceu depois de ficarmos bem P* da vida por muitas lojas e restaurantes estarem fechados, além de ter comido um lanche no Mc Donalds porque andamos a vida toda até achar esse mercado. O mais legal desse dia para mim foi quanto cruzamos o prédio onde haviam os restaurantes em direção à beira do mar e nos deparamos com isso:

lobo marinho puerto montt fabulous
Yeah baby, you are *-*

lobos marinhos puerto montt angelmo

Isso foi o que quase me fez ter um ataque cardíaco. Parecia que eu tinha 5 anos e estava conhecendo o Mickey hahaha. Como fui a primeira a ver, saí feito louca atrás do meu irmão “Viniiiiicius, vem ver isso, VEM VER ISSSOOOOO!!!!!!! AHHHHHHHHHHHHH!” (ok, talvez eu esteja exagerando um pouco, mas foi MUITA emoção hahaha).

dizlu lobos marinhos puerto montt angelmo
Ângulo não muito bom, fotógrafa pior ainda, mas a alegria no coração, ahh minha gente, essa era muito grande haha.

Bom, nessa região perto do mercado ainda há vários passeios de barco, mas nós não nos interessamos muito, então não tenho muitas informações pra passar (sorry ¯\_(ツ)_/¯ ). A questão aqui é: falaram MUITO de Puerto Montt pra gente e ninguém nem tocou no assunto dos lobos marinhos. Não sei se eu sou tão caipira assim que nem imaginei que podia encontrar isso por lá e fiquei tão frenética hahaha, mas pra quem quiser visitar, perca um tempinho olhando, eles são ótimos!

Continuem acompanhando a série porque na próxima teremos Chiloé!

Puerto Varas: Vulcão Osorno, Saltos del Petrohue e Lago Todos los Santos

Já falamos aqui sobre uma parte da viagem de fiz a Puerto Varas com o meu irmão (trajeto e hospedagem e passeios na cidade). Hoje o post é sobre um passeio específico que fizemos, envolvendo subir um vulcão e visitar um rio e um lago de água verde esmeralda.

Primeiramente é bom saber que várias agências de turismo fazem esse passeio e os preços vão de 20 e poucos a quase 40 mil pesos chilenos. Assim, vale a pena dar uma pesquisada. Como eu já comentei aqui, na Casa del Turista você pode encontrar diversas opções, tirar suas dúvidas e escolher a que melhor se encaixa no seu tempo, objetivo e bolso, claro. Nós optamos pela agência TripToChile porque era a que oferecia o melhor custo-benefício. Poderíamos ir a 3 locais que queríamos conhecer em um único dia e por maravilhosos $25000 pesos.

O tour saía às 9h da manhã, com retorno previsto entre 15h e 16h. O roteiro é definido de acordo com as condições climáticas. Como nessa manhã o céu estava bem aberto, nosso guia optou por nos levar primeiro ao vulcão como precaução para, caso o tempo fechasse à tarde, não perdêssemos a vista linda de lá de cima. Passadas as informações ‘técnicas’, vamos lá. Saímos da pousada às 9h da manhã, seguindo direto pela estrada que circunda o lago LLanquihue. Durante todo o caminho, nosso guia foi parando em cada ponto interessante e contando um pouco da história do local. A primeira parada em que descemos da van foi para fazer amizade com umas llamas simpáticas.

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Llamas <3
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Eu depois das Llamas

 

 

 

 

 

 

Depois das llamas, logo a estrada começa a subir em direção ao vulcão, sendo que é possível parar várias vezes no caminho em mirantes ou pequenas crateras. NOTA IMPORTANTE: Segundo nosso guia, o vulcão Osorno possui 40 crateras ao redor de sua base e a última erupção foi em 1869. Até o começo de 2015 era possível subir o vulcão Calbuco também, mas depois da sua erupção em abril os passeios não acontecem mais, por razões óbvias.

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Um dos mirantes a caminho do vulcão

O negócio é que só a subida já vale o passeio, mas não acaba por aí. No topo do vulcão Osorno há uma estação de esqui que, obviamente estava desativada por motivos de no verão não ter tanta neve assim. Assim mesmo a estação oferece alguns tipos de entretenimento (gente como estou formal). É possível fazer algumas trilhas, subir até o topo nas telesillas (ou teleférico para os íntimos) e descer de tirolesa. E, convenhamos, você subiu até lá e não vai fazer nada? Então fomos, eu e Vinicius subir o vulcão de teleférico…

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…para poder chegar lá em cima e, obviamente, descer de tirolesa *-*.

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Acreditem ou não, eles tinham capacetes grandes o suficiente pra nossas cabecinhas. É muito amor envolvido.

A descida é de aproximadamente 1500m, divididos em 4 setores. Pagamos $18000 pesos por pessoa, o que não é lá uma pechincha, mas valeu cada centavo. Na página da estação vocês podem encontrar todas as atividades oferecidas ao longo do ano e suas tarifas. Terminada nossa descida de ~adrenalina haha, paramos comer num restaurante ali mesmo. Pra quem já foi a alguma estação de esqui, sabe que os restaurantes são sempre caros e geralmente vale a pena levar algum lanchinho, porém, aqui no Chile pelo menos, eles sempre têm empanadas, o que é uma solução gostosa e não cara. De tanque abastecido, entramos novamente na van pra começar a descer com destino ao rio Petrohue. NOTA IMPORTANTE²: no mês de janeiro em Perto Varas há uma semi-infestação de um inseto infernal que parece um besouro mas pica a gente, então, na real, se puderem escolher a data, deixem pelo menos pra fevereiro, sério haha. Nós conseguimos fazer todos os passeios e amamos, mas sempre nos debatendo pra tirar esses pterodáctilos de perto.

Descemos até chegar ao Rio Petrohue (ou Saltos de Petrohue) e topamos simplesmente com a água mais linda que eu já vi:

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Acreditem em mim, a água é ainda mais verde do que se vê na foto. É lindo, espetacular e um passeio imperdível para quem vai para essa região. Vale lembrar que não conseguimos tirar muitas fotos porque o local estava INFESTADO pelos pterodáctilos que eu comentei antes.

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Lá também é possível fazer rafting, mas como todo esporte de aventura depende de condições climáticas e do nível do rio, então é bom consultar agências especializadas nisso. Andando mais um pouco se chega ao Lago Todos los Santos ou Lago Esmeralda, assim chamado devido à cor de sua água. Chegando no lago, por $5000 pesos é possível contratar um passeio de barco que dura aproximadamente 40 minutos e te leva a essa vista aqui:

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Acho que agora convenci, né?

Essa aqui em cima eu deixo pra quem me chamou de exagerada.

Resumo dos gastos (por pessoa):

  • Passeio Osorno, Petrohue e Todos los Santos: $ 25000
  • Telesilla e tirolesa no vulcão Osorno: $18000
  • Passeio de barco: $5000
  • Empanada (*-*): ~$3500

Acompanhe a cotação do peso chileno aqui ou aqui.

Acompanhe a série de posts sobre a Região dos Lagos:

 

Puerto Varas: O que fazer

Já falamos sobre como chegar e onde dormir em Puerto Varas, então hoje o post é sobre um pouco do que tem de bom pra fazer por lá.

Bom, estando em Puerto Varas, as opções de passeios são infinitas. Nós chegamos na cidade numa quarta feira de manhã sem saber muito bem o que queríamos fazer, aí simplesmente saímos andar e, logo na beira do lago, topamos com uma espécie de ‘quiosque’ de turismo chamado “Casa del Turista” que é, sem dúvidas, o lugar mais prático para encontrar qualquer passeio. Isso porque eles disponibilizam passeios de diversas empresas para praticamente qualquer lugar da região, meio que só fazem o ‘meio de campo’ entre o turista perdido e a agência.

casa del turista puerto varas - chile
Essa é a Casa del Turista. Haters dirão que a seta foi feita no paint. Haters estarão certos nesse aspecto.
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Essa sou eu bochechuda na frente da Casa del Turista tentando tirar foto do reflexo no lago no óculos. Obviamente sem muito sucesso.

Confesso que a mocinha que me atendeu nesse local estava quase mais perdida que eu, mas elas têm muita boa vontade e todo mundo acaba se entendendo e saindo feliz. Como eu estava dizendo, logo no primeiro dia já visitamos esse local e voltamos com MUITOS folders de passeios para dar uma olhada nas possibilidades e valores. Farei post sobre todos passeios que fizemos fora da cidade, por agência ou não, com valores e ‘instruções’ no caso de se virar com ônibus de linha. Assim, vamos focar na cidade em si.

Como Puerto Varas fica à beira de um lago, há alguns passeios de barco, inclusive festas no barco (pelo menos na noite de reveillón), e por ter bastante vegetação também não é difícil encontrar empresas de Eco Turismo, com arvorismo, tirolesas, rafting e etc.

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Fora isso, lá é lindo, então se você quiser sentar na beira do lago e esperar até as 22h pra ver o pôr do sol (sim, 22h o pôr do sol no verão), eu diria que não é tempo perdido. Nós não fizemos isso por motivos de: só tínhamos 5 dias pra aproveitar e ficamos frenéticos com os passeios depois de tantos folders de agências.

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A beira do lago. APROVEITEM A BEIRA DO LADO *-*

Casino Dreams

Sim, gente, aqui no Chile você não só encontra cassinos, como encontra cassinos pra todo lado. Esse de Puerto Varas é lindo. Nós perdemos uma meia dúzia de reais só pra fazer graça, mas não chegamos a assistir show. Porém, o Casino Dreams está presente em algumas cidades do Chile com hotéis, casas noturnas e cassinos propriamente ditos e vale a pena conhecer.

Casino dreams puerto varas chile hotel
Hotel Dreams (foto: MundoDreams)
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Cassino (foto: MundoDreams)

Iglesia del Sagrado Corazón de Jesus

Se você buscar “Puerto Varas” no Google imagens, você verá:

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Foto: Wikipedia

Essa foto aparece MUITAS vezes. Em ângulos variados e tirada por diferentes pessoas, mas é sempre mais ou menos a mesma coisa. A que eu tirei foi essa:

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É, quase não apareceu a igreja, mas admitam que tá bonita.

A região tem muitas pequenas igrejas de madeira. Católicas e Luteranas (estas construídas na época da colonização alemã). No caso, essa é a principal igreja da cidade, católica e cartão postal de Puerto Varas. Bem charmosa. Vale a pena gastar 20 minutos pelo menos e conhecer.

Museo Pablo Fierro

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Vou ser sincera, quis muito entrar, mas estava fechado. Não sei se é legal por dentro, mas quem resiste a essa fachada? Saiba mais no site do museu.

No réveillon

A noite de réveillon era uma incógnita para nós dois. Haveria queima de fogos no lago LLanquihue e isso nós não perderíamos. Mas ver os fogos de onde? Cogitamos várias festas em bares, barco, cassino, mas era tudo muito caro e nós queríamos mesmo passear, então não iríamos torrar a grana da viagem nisso. No fim das contas, saímos da pousada a noite pra ver o que ia rolar, esperando monotonia, claro.

AVISO IMPORTANTE: aqui TUDO fecha em feriados (Leia: morreríamos de fome se não tivéssemos comprado umas tranqueiras). Agora voltemos à programação normal.

Chegando perto do ‘centro’ (ainda na beira do lago, claro), encontramos isso:

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Bandinha tocando musicas bem latinas e divertindo geral. Amigos, vocês eram ótimos.

E fomos felizes mesmo com todo o frio que fazia.

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Em breve, não necessariamente nessa mesma hora, mas nesse mesmo canal: