Frutillar: Teatro del Lago e Museo Colonial Alemán

Chegamos ao meu quinto e último dia de viagem pela Região dos Lagos, no sul do Chile. É, eu sei, pra mim também passou super rápido. E sim, foram só cinco dias e eu consegui fazer coisa pra caramba! Claro que, se eu consegui compactar tanta coisa nos quatro primeiros dias, o quinto não poderia ser muito diferente. De tudo que a gente já tinha visto, ainda me faltava a cidade de Frutillar e, como sabíamos que a cidade era minúscula pequenininha, decidimos visitá-la no domingo durante o dia, antes de pegar nosso ônibus de volta a Santiago.

O transporte foi no mesmo esquema da ida a Puerto Montt: ônibus de linha por cerca de $ 1000 pesos.

frutillar chile

Bom, Frutillar é fofinha. MUITO fofinha hahaha. ‘Mas, Luiza, o que seria uma cidade fofinha?’. Ah, pequenininha, sabe, casinhas estilo alemão, lago, vulcão ao fundo, tudo decorado, tudo limpo, tudo meio coloridinho…tudo fofinho! hahaha.

Falando sério agora, vai. Frutillar tem duas ‘atrações’ mais importantes a serem visitadas e a principal delas é, sem dúvidas, o Teatro del Lago.

teatro del lago frutillar chile
Teatro del Lago

Mais uma vez, eu e o meu irmão, cabeçudos que somos, não pesquisamos nada direito antes e, bom, chegamos no teatro 15 minutos depois de ter saído o passeio guiado. ‘Ah, mas você não precisa de guia…é um TEATRO”. Não, você não precisaria, se não fosse proibido entrar sem guia nos horários de não-espetáculos. Ponto pra mim.

O teatro é muito conhecido por ter uma das melhores acústicas do mundo, uma vez que foi construído para receber concertos de orquestras sinfônicas e óperas. Claro, a maioria de nós, turistas, quer ver simplesmente porque é lindo. Como o próprio nome já diz, ele fica dentro do lago Llanquihue, com direito a vista privilegiada do vulcão Osorno. Não dá pra reclamar, né? Entre no site oficial do teatro pra acompanhar a programação de apresentações e horários dos passeios guiados. Aprenda com meu erro, por favor!

A ‘outra’ atração que eu queria visitar era o Museo Colonial Alemán.

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Mais uma vez, nome auto explicativo. Esse museu representa as antigas fazendas alemãs que a região abrigava na época da colonização. O fato levemente desanimador desse museu é que ele é fake. Não, não é uma fazenda original. Ele foi construído para ser um museu, porém, cada detalhe foi muito bem estudado e analisado de modo que o resultado fosse o mais real possível. Fake ou não, o museu é incrível (as fotos não me deixam mentir). A entrada custa cerca de $ 3000 pesos por pessoa, o que é relativamente ok. Lá dentro há quatro construções principais: La casa del herrero, casona de campo, molino de agua e campanario.

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Casona de campo

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Por dentro da casona – cada construção é mobiliada de acordo com o que se encontrava na época da colonização

Por dentro, além dos móveis e decoração apropriados, há sons ambientes de relógios, caixinhas de música, o que deixa a coisa, além de mais ‘real’, um tanto macabra haha.

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As áreas externas também fazem parte do museu, então há de tudo ‘exposto’. Até uma réplica dos túmulos que se construía na época, uma vez que as pessoas que morriam nas fazendas eram enterradas ali mesmo.

 

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Molino de agua

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Sim, agora entramos na sessão “fotos pra deixar os leitores com vontade de conhecer o lugar”. De nada.

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Campanario
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Casa del herrero (ou do ferreiro) por dentro

Nesta página da cidade você encontra mais informações sobre o museu e o teatro, inclusive localização e horários de funcionamento em diferentes épocas do ano.

Frutillar tem um posto de informações ao turista que fica relativamente perto do teatro. Lá eles podem te fornecer mapas e indicações de passeios a fazer (inclusive alguns panfletos em português).

A cidade tem basicamente duas ruas, então é impossível se perder e fácil de achar lugares para comer. Só deixo de aviso que é tudo um pouco caro, e você só acha uns preços mais amigos na ‘rua de trás’ (chegando lá vocês vão entender e lembrar de mim, ok?). Como eu já estava verde de fome, acabamos pagando cerca de 60 reais por uma pizza não muito grande num restaurante italiano no teatro do lago. Só que assim, gente, almoçamos quase dentro do lago e olhando o vulcão, então né…não vou reclamar do preço. E, claro, estava uma delícia.

Mais uma vez, planejem suas viagens melhor do que eu haha. Ou não planejem. Nós quebramos a cara em algumas coisas, mas também foi ótimo ficar inventando os passeios na hora. Acho que as duas alternativas merecem um teste, além de ser bom variar o jeito de viajar, pelo menos de vez em quando. Podem deixar que essa viagem me ensinou muito sobre como me preparar para escrever sobre ela depois. Cometi muitos erros, mas garanto que estou trabalhando para que esse blog seja o melhor possível tanto para mim quanto para vocês que leem (obrigada, aliás!).

Como eu disse no último post, não deixem de comentar o que acharam, seja do lugar ou do texto em si. Vocês me ajudam muito a polir meu próprio trabalho.

Beijos! E até a próxima viagem!

Psiu! Não esquece dos posts anteriores! Ainda mais agora que nossa jornada está completa! 😉

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