Eu canto no chuveiro…

…e no quarto…e na sala…na cozinha…até no meio da rua…inclusive danço sozinha cozinhando. Sou dessas que param no meio da calçada pra ver uma borboleta de uma cor diferente e que tropeça em todos os buracos porque anda sempre distraída olhando para tudo que acha interessante.

Hoje me peguei dançando enquanto escovava os dentes (porque sim, eu ouço música praticamente o tempo todo) e pensei: “nossa, eu danço ridiculamente mal”, olhei pro espelho, ri da minha própria cara e continuei aquela coreografia tosca de quem não tem nem um pingo de coordenação motora. Aí me perguntei “por que eu não consigo dançar sozinha numa balada sem um pingo de álcool no corpo?” (na verdade eu consigo o clássico passinho pra lá e outro pra cá, mas o bloqueio é bruto). Cara, como o ser humano é besta. E sim, isso está parecendo mais um post de gente bloqueada com baixa auto estima, mas não é a intenção. Mesmo porque, na última postagem eu disse que quero ser uma nova pessoa e quebrar meus ‘tabus’ hahaha. E isso também não tem nada a ver com o tema que eu queria abordar aqui hahaha.

A verdade é que eu só quis escrever sobre o quanto eu sou boba. E não digo boba como algo ruim. Sempre fui uma sonhadora, uma criança que achava mesmo que seria astronauta, depois bióloga, depois astrônoma e que imaginava o dia em que seria uma grande cientista que descobriria coisas fantásticas. Apesar dos pesares eu sempre fui – e continuo – uma pessoa apaixonada pelo mundo e por todas as coisas novas que podemos descobrir todo dia. Não, não virei uma cientista maluca haha e nem quero mais. Tenho um emprego um tanto quanto interessante, que me permite mudar de área e de foco com uma certa frequência (e foi assim que vim parar no Chile), mas ainda penso às vezes em “o quão mais feliz eu poderia ser assando pães e fazendo bombons”. Quem sabe num futuro…ou talvez passe, assim como a vontade de ser bióloga.

O que eu quero dizer com isso tudo? Mais uma vez, que eu sou surtada que as pessoas deveriam procurar o lado bom das coisas ruins. Isso não faz de ninguém um bobo ou inocente demais. Apesar de muita gente pensar assim, o tão clichê enxergar o “lado bom da vida” faz as pessoas mais felizes. A felicidade não pode ser baseada no que te falta ou no que seu vizinho tem a mais que você, mas em tudo que você pode descobrir e só não o fez até agora porque não parou para prestar atenção. Também não estou aqui defendendo o “contente-se com o que tem”. Sou super pró-correr atrás dos sonhos e acho que a luta “pelo que quer” faz da vida mais emocionante e é meio que um combustível para a alma (que lindo isso, gente rsrs), a única coisa que não se pode fazer é deixar que os obstáculos dessa corrida (que nunca são poucos, nem pequenos e nem simples) sejam mais importantes que o objetivo em si, entendeu?

Não sou nenhuma mestre em ‘ser a dona do meu estado de espírito’ e só estou aqui filosofando porque acho que li muito Platão ao longo da vida hahaha. Na real, essa ‘filosofação’ toda me veio de uma conversa que tive com uma das pessoas mais especiais da minha vida (Cels, amo vc) e o único amigo pra quem passei o endereço desse blog porque, ai, rola uma vergonhinha sim hahaha. “Luiza, sua imbecil, escreve no notepad se não é pra ninguém ler!!”. Não quero! Simples assim.

E com essa, me despeço.

Beijo a todos, cantem no chuveiro, tenham sempre uma toalha e continuem a nadar,

Luiza

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