Os tabus que eu quebrei na vida…

Tá, esse é o primeiro post de verdade e já vem com “oi galera, vim expor minha vida pra gente que nunca vi na vida etc etc”…ah, foda-se hahaha

A verdade é que eu sou uma pessoa meio surtada…meio ‘oi, não te conheço, posso contar sobre toda minha vida?’ e meio ‘meu Deus, não conheço ninguém que está aqui…cérebro, pensa em alguma coisa legal pra falar…você precisa fazer amigos!! Vamos, caramba! Fala alguma coisa!!’ e, nada…aí você se pergunta “mãaass…comassim?”. É assim: se chego em um ambiente parcialmente desconhecido, mas as pessoas me dão uma sensação de conforto e segurança, eu solto a franga interajo numa boa, agora, se estou totalmente alone ou se me sinto meio ‘acuada’, a coisa fica meio tensa.

Bom, o que interessa mesmo nesse post foi o dia em que eu botei na cabeça que algo precisava mudar, e mudou, ou pelo menos eu dei um primeiro passo haha.

Ninguém aqui nem me conhece, então não sabem que eu moro no Chile e que isso faz só 1 mês. Resumindo: cheguei aqui com a cara e a coragem, mas sem conhecer absolutamente ninguém. O pessoal do trabalho é sensacional, mas não são a ‘turma pra fazer companhia no bar/show/cinema/lanchonete/etc’. E aí, como fica? Botei na cabeça que eu precisava me incluir em algum ambiente com pessoas. Coincidentemente, há umas duas semanas, aqui em Santiago teve uma (pasmem) festa junina!! Foi organizada por um grupo de brasileiros (ah vá!) que pelo que entendi são voluntários na Igreja dos imigrantes daqui (Parroquia Latinoamericana/Parroquia Italiana), e foi esse o lugar que eu escolhi pra tentar começar a quebrar minha barreira social.

Festa Junina em Santiago
Festa Junina em Santiago

Só tem uma foto, sorry, mas vamos à minha experiência. A festa começava às 15h e eu cheguei por volta das 16h. Não, ainda não tinha quase ninguém. Quando achei o lugar, olhei bem pra porta e pensei “Ai…acho que vou desistir..não conheço ninguém e mimimimi…” mas ao mesmo tempo, me bateu a coragem “poxa, vim até aqui né…vamos Luiza, larga mão de ser trouxa e vai lá!”, e eu fui. Paguei meu ingresso e entrei. A coisa tava semi vazia, só tinha algumas famílias e grupos de amigos (ou seja, só gente que já se conhecia), mas vendia pastel e outras gordices de festa junina. Aí vocês me perguntam “então você fez amigos??? =D”, e minha resposta é um grande e sonoro “Não”. Mas, por que? Bom, primeiro porque eu quase não tive coragem de entrar, então vocês já imaginam de chegar em pessoas aleatórias e falar “Oi! Quer ser meu amigo?” hahaha. O que rolou no final das contas foi 1 pastel, 4 brigadeiros, 2 pés de moleque, forró e pagodinho ao vivo. Me peguei até dando um passinho pra lá e outro pra cá enquanto ouvia as músicas, o que já me deixou muito orgulhosa hahahaha.

Traduzindo, quase consegui superar uma grande dificuldade que eu tenho de socializar com estranhos. Mas gosto de pensar que esse foi o primeiro passo, quem sabe na festa do ano que vem eu não estou até organizando a quadrilha (ahhhhh tá). O importante pra mim é que resolvi dar as caras pro mundo e, independente de ter companhia ou não, não vou deixar de fazer nada que tenha vontade. O saldo dessa festa foi um sonzinho gostoso e quitutes brasileiros deliciosos! E quando entrei mesmo na vibe dos showzinhos, nem lembrei mais que todo mundo lá estava com amigos ou família e eu estava sozinha. Em hipótese alguma estou dizendo que amigos e família são dispensáveis. Isso jamais! O importante é não deixar de aproveitar a vida, mesmo na falta deles.

Com mais essa, me despeço novamente.  Boa sorte a todos que quiserem encaram um ‘desafio da solidão’ haha. Lembre-se que você nunca é o único sozinho no mundo.

Beijos,

Luiza

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